Madame BovaryPart 2 of 38
French original · Portuguese (Brazil) translation
Graças a Grâce à esses ces trabalhos preparatórios, travaux préparatoires, ele il fracassou échoua completamente complètement em à seu son exame examen de médico de segunda classe. d’officier de santé. officier de santé — (m) profissional de saúde criado no período napoleônico (1803), com formação prática mais curta que a de um médico diplomado e atuação restrita a um departamentoEsperavam-no On l’attendait naquela le mesma noite soir même em casa à la maison para pour festejar fêter seu sucesso. son succès.
Partiu Il partit a pé à pied e et s’ parou arrêta perto da entrada vers l’entrée da du aldeia, village, onde où il mandou procurar fit demander demander — procurar por alguém, perguntar por: «demander quelqu'un» significa vir procurar ou chamar por uma pessoasua sa mãe, mère, contou-lhe lui conta tudo. tout. Ela Elle o desculpou, l’excusa, atribuindo rejetant o fracasso l’échec échec — (m) fracasso, derrota militar, revés (e não 'xeque' de xadrez)à sur injustiça l’injustice dos examinadores, des examinateurs, e et o le fortaleceu raffermit um un pouco, peu, encarregando-se se chargeant de arranjar d’arranger as les coisas. choses. Somente cinco anos mais tarde, o Cinq ans plus tard seulement, Sr. M. Bovary Bovary conheceu connut a la verdade; vérité; ela elle era était velha, vieille, ele il a aceitou, l’accepta, não podendo, ne pouvant ne pouvoir — negação literária sem «pas»: com verbos modais como «pouvoir», o «ne» isolado basta para exprimir a negação completaalém disso, d’ailleurs d'ailleurs — além disso, de resto, aliássupor supposer que qu’ um un homem homme descendente dele issu de lui issu — descendente de, proveniente de, fruto defosse fût um un tolo. sot. sot — tolo, ridículo, insensato
Charles Charles voltou, se remit portanto, donc ao trabalho au travail e et preparou prépara sem parar sans discontinuer sans discontinuer — sem interrupção, ininterruptamenteas matérias les matières de de seu son exame, examen, das quais dont il aprendeu apprit de antemão d’avance d'avance — com antecedência, de antemão ou previamente; também estar adiantado em relação ao cronograma ou dispor de uma margem de tempo de folgatodas toutes as questões les questions de cor. par cœur. par cœur — de cor, de memóriaFoi admitido Il fut reçu recevoir — admitido ou aceito em uma corporação, ordem ou instituição; como fórmula escrita de recibo, «recebi de», atestando o recebimento de uma quantia ou a quitação de uma obrigaçãocom avec uma une nota bastante boa. assez bonne note. Que Quel belo beau dia jour para pour sua sa mãe! mère! Ofereceu-se On donna um un grande grand jantar. dîner.
Onde Où iria irait-il exercer exercer sua son arte médica? art? art — (m) a arte médica, a prática da medicinaA À Tostes. Tostes. Havia Il n’y avait ali là apenas um qu’un velho vieux médico. médecin. Havia muito tempo Depuis longtemps depuis — marca o início ou a duração de um intervalo: desde, a partir de; há, faz, havia para tempo decorrido; durante os últimos em referência aos acontecimentos de um períodoMadame madame Bovary Bovary aguardava guettait sua sa morte, mort, e et o le velho bonhomme bonhomme — (m) o velho, o bom homem; tratamento afetuoso ou familiar dado a um homem idoso e simplesainda não tinha n’avait point encore ne ... point — negação equivalente a «ne ... pas», hoje sobretudo literária e por vezes mais enfática: não, de modo algumbatido as botas, plié bagage, plier bagage — bater em retirada, partir; aqui, em tom familiar e eufemístico, morrer, passar desta para melhorque que Charles Charles estava instalado était installé em frente, en face, como comme seu son sucessor. successeur.
Mas não era tudo ter criado Mais ce n’était pas tout que d’avoir élevé élever — criar, educar uma criançaseu son filho, fils, tê-lo feito aprender de lui avoir fait apprendre medicina la médecine e et descoberto découvert Tostes Tostes para exercê-la: pour l’exercer: era-lhe necessária il lui fallait uma une mulher. femme. Ela Elle lhe lui en encontrou trouva uma: une: a la viúva veuve de d’ um un oficial de justiça huissier huissier — (m) meirinho, oficial de justiça encarregado de introduzir as pessoas e zelar pela ordem na salade de Dieppe, Dieppe, que qui tinha avait quarenta e cinco quarante-cinq anos ans e et mil e duzentas douze cents libras livres livre — (f) antiga moeda francesa e unidade de conta de rendimentos anuais, não confundir com o substantivo masculino «livre» (livro)de renda. de rente. rente — (f) renda periódica, geralmente anual, produzida por capital, títulos ou bens; também pensão ou mesada regular paga a alguém para sua subsistência
Embora fosse Quoiqu’elle fût feia, laide, magra como um graveto sèche comme un cotret, sec comme un cotret — muito magra, seca como um pau (cotret é um feixe de lenha miúda e seca)e et cheia de espinhas bourgeonnée bourgeonné — coberta de espinhas ou pústulas no rosto (com trocadilho irônico com a primavera, estação em que as plantas brotam, «bourgeonnent»)como comme uma primavera, un printemps, certamente certes Madame Dubuc madame Dubuc não deixava de ter ne manquait pas de pretendentes partis parti — (m) bom partido, pretendente a casamentoa escolher. à choisir. Para Pour atingir seus objetivos, arriver à ses fins, arriver à ses fins — alcançar seus intentos, conseguir o que quera la mãe mère mère — (f) mãe ou progenitora, inclusive para distinguir a mulher da geração anterior numa família; como tratamento familiar ou popular, dona, mãe ou velha, conforme o contexto e o registroBovary Bovary foi obrigada a fut obligée de afastá-los les évincer todos, tous, e et ela elle desbaratou déjoua até même com muita habilidade fort habilement as les intrigas intrigues de d’ um un charcuteiro charcutier que qui era apoiado était soutenu pelos par les padres. prêtres.
Charles Charles tinha entrevisto avait entrevu no casamento dans le mariage o advento l’avènement de d’ uma une condição condition melhor, meilleure, imaginando imaginant que qu’il seria serait mais plus livre libre e et poderia pourrait dispor de si mesmo disposer de sa personne disposer de sa personne — agir com independência e liberdade sobre os próprios atos e destinoe et de de seu son dinheiro. argent. Mas Mais sua sa mulher femme foi fut a senhora; le maître; maître — (m) patrão, amo, senhor ou dono; chefe ou responsável por uma função; senhor de si ou autoridade suprema; título profissional de juristas e tratamento tradicional de mestres de ofício ou outras pessoas; professor ou preceptor; anteposto a substantivo, tremendo ou formidávelele il devia, devait diante devant da le gente, monde monde — (m) gente, conjunto de pessoas; também meio social, sociedade, círculo de convivência ou vida seculardizer dire isto, ceci, não ne pas dizer dire aquilo, cela, abster-se de carne faire maigre faire maigre — abster-se de carne, jejuar por preceito religioso católico (especialmente às sextas-feiras)todas tous as les sextas-feiras, vendredis, vestir-se s’habiller como comme ela elle pretendia, l’entendait, entendre — ouvir, perceber sons; entender ou conhecer bem um assunto, inclusive em «s’entendre à»; também pretender ou fazer questão de algopor sua ordem importunar harceler par son ordre os les clientes clients que qui não pagavam. ne payaient pas. Ela Elle deslacrava décachetait décacheter — romper o lacre de cera, deslacrar, abrir uma carta fechadasuas ses cartas, lettres, espionava épiait suas ses diligências, démarches, démarche — (f) passo, diligência prática, conduta ou iniciativa política (e não apenas o modo de andar)e et o l’ escutava, écoutait, através à travers da divisória, la cloison, cloison — (f) divisória, parede fina, tabiquedar donner suas consultas ses consultations em dans seu son consultório, cabinet, quando quand havia il y avait mulheres. des femmes.
Era-lhe necessário Il lui fallait seu chocolate son chocolat todas tous as les manhãs, matins, deferências des égards égard — (m) consideração, deferência, respeito devido a alguémsem fim. à n’en plus finir. à n'en plus finir — interminável, sem fim, que não acaba maisEla Elle se queixava se plaignait sem parar sans cesse sans cesse — sem cessar, sem parar, continuamentede de seus ses nervos, nerfs, de de seu sa peito, poitrine, de de seus ses humores corporais. humeurs. humeur — (f) na antiga medicina humoral, os fluidos corporais cujo desequilíbrio causava doenças; aqui, indisposições físicas ou secreçõesO barulho Le bruit dos des passos pas lhe lui fazia faisait mal; mal; iam embora, on s’en allait, a solidão la solitude tornava-se-lhe lui devenait odiosa; odieuse; se alguém voltava para revenait-on verbe-sujet — inversão entre verbo e pronome com valor de oração condicional («se alguém voltava perto dela»), equivalendo a «si l'on revenait»perto près dela, d’elle, era c’était para pour vê-la la voir morrer, mourir, provavelmente. sans doute. sans doute — provavelmente, decerto; também sem dúvida, com certeza, em uma resposta de assentimentoÀ Le noite, soir, quando quand Charles Charles voltava, rentrait, ela elle tirava sortait de sob de dessous seus ses lençóis draps os ses longos longs braços bras magros, maigres, passava-os ao redor do pescoço dele les lui passait autour du cou, e, et, tendo-o l’ayant feito fait sentar-se asseoir à au beira bord da du cama, lit, punha-se se mettait a falar-lhe à lui parler de de seus ses desgostos: chagrins: chagrin — (m) desgosto profundo, mágoa, desilusão amorosaele il a esquecia, l’oubliait, il en amava aimait outra! une autre! Tinham-lhe dito muito bem On lui avait bien dit que qu’elle seria serait infeliz; malheureuse; e ela et terminava elle finissait pedindo-lhe en lui demandant algum xarope quelque sirop para pour sua sa saúde santé e et um un pouco peu mais plus de amor. d’amour.
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II
Une nuit, vers onze heures, ils furent réveillés par le bruit d’un cheval qui s’arrêta juste à la porte. La bonne ouvrit la lucarne du grenier et parlementa quelque temps avec un homme resté en bas, dans la rue. Il venait chercher le médecin; il avait une lettre. Nastasie descendit les marches en grelottant, et alla ouvrir la serrure et les verrous, l’un après l’autre. L’homme laissa son cheval, et, suivant la bonne, entra tout à coup derrière elle. Il tira de dedans son bonnet de laine à houppes grises, une lettre enveloppée dans un chiffon, et la présenta délicatement à Charles, qui s’accouda sur l’oreiller pour la lire. Nastasie, près du lit, tenait la lumière. Madame, par pudeur, restait tournée vers la ruelle et montrait le dos.
Cette lettre, cachetée d’un petit cachet de cire bleue, suppliait M. Bovary de se rendre immédiatement à la ferme des Bertaux, pour remettre une jambe cassée. Or il y a, de Tostes aux Bertaux, six bonnes lieues de traverse, en passant par Longueville et Saint-Victor. La nuit était noire. Madame Bovary jeune redoutait les accidents pour son mari. Donc il fut décidé que le valet d’écurie prendrait les devants. Charles partirait trois heures plus tard, au lever de la lune. On enverrait un gamin à sa rencontre, afin de lui montrer le chemin de la ferme et d’ouvrir les clôtures devant lui.
Vers quatre heures du matin, Charles, bien enveloppé dans son manteau, se mit en route pour les Bertaux. Encore endormi par la chaleur du sommeil, il se laissait bercer au trot pacifique de sa bête. Quand elle s’arrêtait d’elle-même devant ces trous entourés d’épines que l’on creuse au bord des sillons, Charles se réveillant en sursaut, se rappelait vite la jambe cassée, et il tâchait de se remettre en mémoire toutes les fractures qu’il savait. La pluie ne tombait plus; le jour commençait à venir, et, sur les branches des pommiers sans feuilles, des oiseaux se tenaient immobiles, hérissant leurs petites plumes au vent froid du matin. La plate campagne s’étalait à perte de vue, et les bouquets d’arbres autour des fermes faisaient, à intervalles éloignés, des taches d’un violet noir sur cette grande surface grise, qui se perdait à l’horizon dans le ton morne du ciel. Charles, de temps à autre, ouvrait les yeux; puis, son esprit se fatiguant et le sommeil revenant de soi-même, bientôt il entrait dans une sorte d’assoupissement où, ses sensations récentes se confondant avec des souvenirs, lui-même se percevait double, à la fois étudiant et marié, couché dans son lit comme tout à l’heure, traversant une salle d’opérés comme autrefois. L’odeur chaude des cataplasmes se mêlait dans sa tête à la verte odeur de la rosée; il entendait rouler sur leur tringle les anneaux de fer des lits et sa femme dormir… Comme il passait par Vassonville, il aperçut, au bord d’un fossé, un jeune garçon assis sur l’herbe.
— Êtes-vous le médecin? demanda l’enfant.
Et, sur la réponse de Charles, il prit ses sabots à ses mains et se mit à courir devant lui.
L’officier de santé, chemin faisant, comprit aux discours de son guide que M. Rouault devait être un cultivateur des plus aisés. Il s’était cassé la jambe, la veille au soir, en revenant de faire les Rois, chez un voisin. Sa femme était morte depuis deux ans. Il n’avait avec lui que sa demoiselle, qui l’aidait à tenir la maison.
Les ornières devinrent plus profondes. On approchait des Bertaux. Le petit gars, se coulant alors par un trou de haie, disparut, puis, il revint au bout d’une cour en ouvrir la barrière. Le cheval glissait sur l’herbe mouillée; Charles se baissait pour passer sous les branches. Les chiens de garde à la niche aboyaient en tirant sur leur chaîne. Quand il entra dans les Bertaux, son cheval eut peur et fit un grand écart.
C’était une ferme de bonne apparence. On voyait dans les écuries, par le dessus des portes ouvertes, de gros chevaux de labour qui mangeaient tranquillement dans des râteliers neufs. Le long des bâtiments s’étendait un large fumier, de la buée s’en élevait, et, parmi les poules et les dindons, picoraient dessus cinq ou six paons, luxe des basses-cours cauchoises. La bergerie était longue, la grange était haute, à murs lisses comme la main. Il y avait sous le hangar deux grandes charrettes et quatre charrues, avec leurs fouets, leurs colliers, leurs équipages complets, dont les toisons de laine bleue se salissaient à la poussière fine qui tombait des greniers. La cour allait en montant; plantée d’arbres symétriquement espacés, et le bruit gai d’un troupeau d’oies retentissait près de la mare.
Une jeune femme, en robe de mérinos bleu garnie de trois volants, vint sur le seuil de la maison pour recevoir M. Bovary, qu’elle fit entrer dans la cuisine, où flambait un grand feu. Le déjeuner des gens bouillonnait alentour, dans des petits pots de taille inégale. Des vêtements humides séchaient dans l’intérieur de la cheminée. La pelle, les pincettes et le bec du soufflet, tous de proportion colossale, brillaient comme de l’acier poli, tandis que le long des murs s’étendait une abondante batterie de cuisine, où miroitait inégalement la flamme claire du foyer, jointe aux premières lueurs du soleil arrivant par les carreaux.
Charles monta, au premier, voir le malade. Il le trouva dans son lit, suant sous ses couvertures et ayant rejeté bien loin son bonnet de coton. C’était un gros petit homme de cinquante ans, à la peau blanche, à l’œil bleu, chauve sur le devant de la tête, et qui portait des boucles d’oreilles. Il avait à ses côtés, sur une chaise, une grande carafe d’eau-de-vie, dont il se versait de temps à autre pour se donner du cœur au ventre; mais, dès qu’il vit le médecin, son exaltation tomba, et, au lieu de sacrer comme il faisait depuis douze heures, il se prit à geindre faiblement.
La fracture était simple, sans complication d’aucune espèce. Charles n’eût osé en souhaiter de plus facile. Alors, se rappelant les allures de ses maîtres auprès du lit des blessés, il réconforta le patient avec toutes sortes de bons mots; caresses chirurgicales qui sont comme l’huile dont on graisse les bistouris. Afin d’avoir des attelles, on alla chercher, sous la charreterie, un paquet de lattes. Charles en choisit une, la coupa en morceaux et la polit avec un éclat de vitre, tandis que la servante déchirait des draps pour faire des bandes, et que mademoiselle Emma tâchait à coudre des coussinets. Comme elle fut longtemps avant de trouver son étui, son père s’impatienta; elle ne répondit rien; mais, tout en cousant, elle se piquait les doigts, qu’elle portait ensuite à sa bouche pour les sucer.
Charles fut surpris de la blancheur de ses ongles. Ils étaient brillants, fins du bout, plus nettoyés que les ivoires de Dieppe, et taillés en amande. Sa main pourtant n’était pas belle, point assez pâle peut-être, et un peu sèche aux phalanges; elle était trop longue aussi, et sans molles inflexions de lignes sur les contours. Ce qu’elle avait de beau, c’étaient les yeux; quoiqu’ils fussent bruns, ils semblaient noirs à cause des cils, et son regard arrivait franchement à vous avec une hardiesse candide.
Une fois le pansement fait, le médecin fut invité, par M. Rouault lui-même, à prendre un morceau avant de partir.
Charles descendit dans la salle, au rez-de-chaussée. Deux couverts, avec des timbales d’argent, y étaient mis sur une petite table, au pied d’un grand lit à baldaquin revêtu d’une indienne à personnages représentant des Turcs. On sentait une odeur d’iris et de draps humides, qui s’échappait de la haute armoire en bois de chêne, faisant face à la fenêtre. Par terre, dans les angles, étaient rangés, debout, des sacs de blé. C’était le trop-plein du grenier proche, où l’on montait par trois marches de pierre. Il y avait, pour décorer l’appartement, accrochée à un clou, au milieu du mur dont la peinture verte s’écaillait sous le salpêtre, une tête de Minerve au crayon noir, encadrée de dorure, et qui portait au bas, écrit en lettres gothiques: «À mon cher papa.»
On parla d’abord du malade, puis du temps qu’il faisait, des grands froids, des loups qui couraient les champs, la nuit. Mademoiselle Rouault ne s’amusait guère à la campagne, maintenant surtout qu’elle était chargée presque à elle seule des soins de la ferme. Comme la salle était fraîche, elle grelottait tout en mangeant, ce qui découvrait un peu ses lèvres charnues, qu’elle avait coutume de mordillonner à ses moments de silence.
Son cou sortait d’un col blanc, rabattu. Ses cheveux, dont les deux bandeaux noirs semblaient chacun d’un seul morceau, tant ils étaient lisses, étaient séparés sur le milieu de la tête par une raie fine, qui s’enfonçait légèrement selon la courbe du crâne; et, laissant voir à peine le bout de l’oreille, ils allaient se confondre par derrière en un chignon abondant, avec un mouvement ondé vers les tempes, que le médecin de campagne remarqua là pour la première fois de sa vie. Ses pommettes étaient roses. Elle portait, comme un homme, passé entre deux boutons de son corsage, un lorgnon d’écaille.
Quand Charles, après être monté dire adieu au père Rouault, rentra dans la salle avant de partir, il la trouva debout, le front contre la fenêtre, et qui regardait dans le jardin, où les échalas des haricots avaient été renversés par le vent. Elle se retourna.
— Cherchez-vous quelque chose? demanda-t-elle.
— Ma cravache, s’il vous plaît, répondit-il.
Et il se mit à fureter sur le lit, derrière les portes, sous les chaises; elle était tombée à terre, entre les sacs et la muraille. Mademoiselle Emma l’aperçut; elle se pencha sur les sacs de blé. Charles, par galanterie, se précipita et, comme il allongeait aussi son bras dans le même mouvement, il sentit sa poitrine effleurer le dos de la jeune fille, courbée sous lui. Elle se redressa toute rouge et le regarda par-dessus l’épaule, en lui tendant son nerf de bœuf.
Au lieu de revenir aux Bertaux trois jours après, comme il l’avait promis, c’est le lendemain même qu’il y retourna, puis deux fois la semaine régulièrement, sans compter les visites inattendues qu’il faisait de temps à autre, comme par mégarde.
Tout, du reste, alla bien; la guérison s’établit selon les règles, et quand, au bout de quarante-six jours, on vit le père Rouault qui s’essayait à marcher seul dans sa masure, on commença à considérer M. Bovary comme un homme de grande capacité. Le père Rouault disait qu’il n’aurait pas été mieux guéri par les premiers médecins d’Yvetot ou même de Rouen.
Quant à Charles, il ne chercha point à se demander pourquoi il venait aux Bertaux avec plaisir. Y eût-il songé, qu’il aurait sans doute attribué son zèle à la gravité du cas, ou peut-être au profit qu’il en espérait. Était-ce pour cela, cependant, que ses visites à la ferme faisaient, parmi les pauvres occupations de sa vie, une exception charmante? Ces jours-là il se levait de bonne heure, partait au galop, poussait sa bête, puis il descendait pour s’essuyer les pieds sur l’herbe, et passait ses gants noirs avant d’entrer. Il aimait à se voir arriver dans la cour, à sentir contre son épaule la barrière qui tournait, et le coq qui chantait sur le mur, les garçons qui venaient à sa rencontre. Il aimait la grange et les écuries; il aimait le père Rouault, qui lui tapait dans la main en l’appelant son sauveur; il aimait les petits sabots de mademoiselle Emma sur les dalles lavées de la cuisine; ses talons hauts la grandissaient un peu, et, quand elle marchait devant lui, les semelles de bois, se relevant vite, claquaient avec un bruit sec contre le cuir de la bottine.
Elle le reconduisait toujours jusqu’à la première marche du perron. Lorsqu’on n’avait pas encore amené son cheval, elle restait là. On s’était dit adieu, on ne parlait plus; le grand air l’entourait, levant pêle-mêle les petits cheveux follets de sa nuque, ou secouant sur sa hanche les cordons de son tablier, qui se tortillaient comme des banderoles. Une fois, par un temps de dégel, l’écorce des arbres suintait dans la cour, la neige sur les couvertures des bâtiments se fondait. Elle était sur le seuil; elle alla chercher son ombrelle, elle l’ouvrit. L’ombrelle, de soie gorge de pigeon, que traversait le soleil, éclairait de reflets mobiles la peau blanche de sa figure. Elle souriait là-dessous à la chaleur tiède; et on entendait les gouttes d’eau, une à une, tomber sur la moire tendue.
Dans les premiers temps que Charles fréquentait les Bertaux, madame Bovary jeune ne manquait pas de s’informer du malade, et même sur le livre qu’elle tenait en partie double, elle avait choisi pour M. Rouault une belle page blanche. Mais quand elle sut qu’il avait une fille, elle alla aux informations; et elle apprit que mademoiselle Rouault, élevée au couvent, chez les Ursulines, avait reçu, comme on dit, une belle éducation, qu’elle savait, en conséquence, la danse, la géographie, le dessin, faire de la tapisserie et toucher du piano. Ce fut le comble!
— C’est donc pour cela, se disait-elle, qu’il a la figure si épanouie quand il va la voir, et qu’il met son gilet neuf, au risque de l’abîmer à la pluie? Ah! cette femme! cette femme!…
Et elle la détesta, d’instinct. D’abord, elle se soulagea par des allusions, Charles ne les comprit pas; ensuite, par des réflexions incidentes qu’il laissait passer de peur de l’orage; enfin, par des apostrophes à brûle-pourpoint auxquelles il ne savait que répondre.
— D’où vient qu’il retournait aux Bertaux, puisque M. Rouault était guéri et que ces gens-là n’avaient pas encore payé? Ah! c’est qu’il y avait là-bas une personne, quelqu’un qui savait causer, une brodeuse, un bel esprit. C’était là ce qu’il aimait: il lui fallait des demoiselles de ville! — Et elle reprenait:
— La fille au père Rouault, une demoiselle de ville! Allons donc! leur grand-père était berger, et ils ont un cousin qui a failli passer par les assises pour un mauvais coup, dans une dispute. Ce n’est pas la peine de faire tant de fla-fla, ni de se montrer le dimanche à l’église avec une robe de soie, comme une comtesse. Pauvre bonhomme, d’ailleurs, qui sans les colzas de l’an passé, eût été bien embarrassé de payer ses arrérages!
Par lassitude, Charles cessa de retourner aux Bertaux. Héloïse lui avait fait jurer qu’il n’irait plus, la main sur son livre de messe, après beaucoup de sanglots et de baisers, dans une grande explosion d’amour. Il obéit donc; mais la hardiesse de son désir protesta contre la servilité de sa conduite, et, par une sorte d’hypocrisie naïve, il estima que cette défense de la voir était pour lui comme un droit de l’aimer. Et puis la veuve était maigre; elle avait les dents longues; elle portait en toute saison un petit châle noir dont la pointe lui descendait entre les omoplates; sa taille dure était engainée dans des robes en façon de fourreau, trop courtes, qui découvraient ses chevilles, avec les rubans de ses souliers larges s’entrecroisant sur des bas gris.